segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Estanciano Esporte Clube

O Estanciano Esporte Clube é um clube de futebol da cidade de Estância, no estado de Sergipe. Foi fundado dia 14 de junho de 1956 e suas cores são o verde e o amarelo. Manda seus jogos no Estádio Governador Augusto Franco

O Estanciano teve seus dias de glória, sempre dava trabalho aos grandes times como o Itabaiana, o Sergipe e o Confiança, e sobretudo no famoso clássico do Piauitinga: Estanciano x Santa Cruz, que ocorria ou no Campo do Cruzeiro ou no Estádio da Vila Operária. Camisas amarelas e azuis enfeitavam as arquibancadas, em lados opostos, claro.





A diretoria do Estanciano que já vem trabalhando diz que ta tudo pronto e que os investimentos feitos são para voltar a primeira divisão e quer ser campeão do Campeonato Sergipano da Série A-2.






Estádio


Estádio Governador Augusto Franco
Capacidade 7.000 pessoas

Há mais de doze anos que os desportistas estancianos vêm clamando das autoridades políticas deste Estado a restauração do seu principal campo de futebol, o Estádio Estadual Governador Augusto Franco – o Francão, construído pela Construtora Canael, em março de 1983 no governo de Augusto Franco.


O terreno para edificar o Francão, foi doado à época pelo prefeito Valter Cardoso Costa, que se somou ao governo do Estado e atendeu a um antigo pedido dos líderes desportistas, que viviam cobrando a construção de uma nova praça de esportes maior e melhor, uma vez que na cidade só existiam em funcionamento os campos da Vila Operária, do Cruzeiro e do Bonfim.
Depois de construído, o Francão ficou famoso no Estado, por ser um campo moderno, novo, gramado invejável e amplo espaço físico. Os embates esportivos que ocorriam noturnamente no meio e no final de semana no estádio eram de causar alegrias aos moradores de Estância e região, quando os jogos profissionais ocupavam o espaço do estádio.


Apelido : Canarinho do Piauitinga

domingo, 30 de agosto de 2009

Associação Atlética Santo Amaro

Fundado em 1 de janeiro de 1950 com o nome de Associação Atlética das Vovozinhas só disputou jogos e torneios amadores até 1965. Em 1966 o clube se profissionalizou para disputar campeonato pernambucano, onde se destacava pelas péssimas campanhas, alternando com o Íbis Sport Club.

Folclore à parte, disputou com o famoso Íbis o rótulo de pior time do mundo por muitos anos. Em 1994, sem dinheiro para manter o elenco profissional, os diretores do Santo Amaro o venderam para uma rede de drogarias denominada Casa Caiada.

O Santo Amaro é lembrado até hoje por uma partida em especial. No dia 07 de abril de 1976, perdeu para o Sport por 14 a 0, com 10 gols de Dadá Maravilha. Com essa marca, o atacante, junto com Tará, do Náutico e Caio, do CSA de Alagoas, tornou-se o maior artilheiro do futebol brasileiro em apenas uma partida.

No entanto, cabe dizer que essa não foi a maior goleada sofrida pelo Santo Amaro. Em 09 de março de 1969, o time havia sido humilhado pelo Santa Cruz por incontestáveis 15 a 2.

O único momento em que o time realmente deu alegrias para a sua torcida ocorreu em 1981, quando chegou ao vice-campeonato da Taça de Bronze, então a terceira divisão do Campeonato Brasileiro. A decisão foi contra o Olaria, do Rio de Janeiro, treinado pelo saudoso Duque.
SÚMULAS:
No dia 25 de abril, no Estádio Marechal Hermes (Rio de Janeiro), o Santo Amaro perdeu por 4 a 0 para o Olaria, com gols de Chiquinho (13′), Zé Ica (59′) e Leandro duas vezes (68′ e 70′). O árbitro da partida foi o baiano Nei Andrade Maia, e os times entraram com a seguinte escalação - OLARIA: Hilton, Paulo Ramos, Pino, Marcos e Gilmar (Edvaldo), Ricardo, Lulinha e Leandro; Chiquinho, Sérgio Luís (Aurê) e Zé Ica. Técnico: Duque. SANTO AMARO: Pimenta, Lula, Figueiroa, Moacir e Zuza; Rubem Salim, Luís Carlos e Valtinho; Savinho, Fabinho e Eliel. Técnico: Rubem Salem. O jogador Zé Ica, do Olaria, foi expulso.

Na partida de volta, dia 1 de maio, o Santo Amaro venceu por 1 a 0 no Estádio Arruda, com gol de Derivaldo aos 80 minutos de jogo. O árbitro da partida foi o cearense José Leandro Serpa e os times entraram com a seguinte escalação - SANTO AMARO: Pimenta, Lula, Moacir, Figueiroa e Zuza; Eliel, Betuca (Rubem Salim) e Luis Carlos, Savinho, Fabinho e Birino (Derivaldo). Técnico: Rubem Salem. OLARIA: Hilton, Paulo Ramos, Salvador, Mauro e Gilcimar, Ricardo, Lulinha e Orlando; Chiquinho, Aurê (Nunes) e Leandro (Serginho). Técnico: Duque.

Em 1994 seus dirigentes venderam a equipe para uma rede de drogarias chamada Casa Caiada, pois o clube não tinha mais condições de se manter no profissionalismo e passou a ser denominado Recife Futebol Clube e transferiu sua sede para a cidade de Goiana. Hoje é conhecido como Manchete Futebol Clube do Recife, desde 2004.

sábado, 29 de agosto de 2009

Intercap Esporte Clube


O Intercap Esporte Clube é um clube de futebol brasileiro, com sede na cidade de Paraíso do Tocantins, no Estado de Tocantins. Foi fundado em 13 de julho de 1992 com o nome de Intercap Esporte Clube. Suas cores são as mesmas da bandeira brasileira: verde, amarelo, azul e branco.

A primeira equipe de futebol foi o “Paraíso Futebol Clube”, fundado por José Pereira Rego em 1962. Na segundametade da década de sessenta surgiu a equipe do “Safita Futebol Clube”,que marcou época pelas inúmeras vitórias que conquistou em amistosos e torneios realizados com os times de cidades da região e até de estados vizinhos,sendo considerado, com muita justiça, o melhor time do norte goiano naquela época.

Em 1975 foi fundado o “Clube Atlético Paraíso(CAP)”, o Touro Forte, que permaneceeu em atividades por 17 anosconsecutivos e sua principal conquista foi o título do 4o.Torneio de Integração do Norte em 1981. No final da década de 70 surgiu o “Interlagos Esporte Clube”, o Azulão da Serra, que protagonizou com o CAP a maior rivalidade jamais vista entre duas equipes do futebol paraisense.

Em 1992 estas duas equipes sofreram uma fusãoe virou “Intercap Esporte Clube”.O Intercap Esporte Clube mudou de nome para Paraíso Esporte Clube em 2006 (nome da cidade).Em 1999 disputou também um outro clube da cidade com o nome Paraíso Esporte Clube (5ª colocação). O confronto entre os dois clubes no campeonato foi vitória do Paraíso nos dois turnos (2x1 e 1x0).



Em 2006, após firmar uma parceria com uma empresa local, o clube teve de mudar seu nome para Paraíso Esporte Clube. Entretanto, o novo nome não "pegou", e o time continua sendo chamado de "Intercap".
Estádio


Pereirão


Nome Oficial: Estádio José Pereira Rego
Capacidade: 6.000 pessoas
Endereço: Avenida Bernardino Maciel, s/nº - Paraíso do Tocantins (TO)
Inauguração: 23/08/1985
Primeiro Jogo: Paraíso 2 x 0 Interlagos
Primeiro Gol: Luizinho (Paraíso)
Recorde de Público: 6.150 (Paraíso 2x0 Interlagos)
Dimensões do Gramado: 94m x 75m
Proprietário: Prefeitura Municipal de Paraíso do Tocantins


Títulos
Campeonato Tocantinense 1995


Mascote

Touro Forte

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Independência Futebol Clube

O clube foi fundado no dia 2 de agosto de 1946 por um grupo de empresários da cidade de Rio Branco, capital do Acre, que se uniram com o propósito de formar um time de futebol. O primeiro presidente foi o jornalista Tufic Assmar. O uniforme, o escudo e as cores foram inspirados em homenagem ao Fluminense do Rio de Janeiro. É um dos clubes mais tradicionais do estado, que já foi doze vezes campeão estadual além de ter participado de três Copas do Brasil. Se o Independência não teve a oportunidade de ser o primeiro campeão Acriano de futebol, brindou sua imensa torcida ao ser campeão do último Campeonato de Futebol Amador.
A batalha final foi contra o Rio Branco, que era tido como favorito, uma vez que tinha, em tese, melhor plantel. Mas a torcida lotou o velho José de Melo e empurrou o time tricolor. O placar final foi 2 a 0, mas o tricolor do Aviário ainda teve várias chances de ampliar o marcador, mas seus atacantes não souberam finalizar as jogadas. O atacante Vinícius entrou para a história por ser autor do último gol da era amadora.É conhecido como o “Timão do Acre”, porém não é campeão desde 1998, quando conquistou o Campeonato Acriano com uma vitória de 2x1 sobre o ADESG e um empate sem gols com seu rival Rio Branco, no triangular final. Em 1991 o Independência deu o seu vôo mais alto, quando chegou a disputar o Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão. O Independência enfrentou no Grupo 1 equipes do Norte do Brasil, junto com seu rival Rio Branco, no final foram 7 pontos em 14 jogos, com apenas uma vitória, sobre o Maranhão por 2x1. Infelizmente não tendo com esse rendimento o Independência terminou a competição em 64º lugar, a última colocação.
Em 2001, o técnico José Ribamar continuou no comando do clube. A intenção era formar um time forte e capaz de disputar o título. As contratações como o atacante Pitiú e o armador Mundoca não foram bem e o clube terminou o torneio em terceiro lugar. Os principais destaques foram o meia defensivo Alan e os atacantes Dênis e Rosier.É ao lado do Rio Branco o time com mais participações em Campeonatos Estaduais, 61 no total, desde 1946, que é quando se começa a ter os registros. Pôr fim a um jejum que ja pendura por mais de dez anos é a mais nova prioridade do Tricolo Acriano.

Títulos

12 Campeonato Acriano: 1954, 1958, 1959 ,1960, 1963, 1970, 1972, 1974, 1985, 1988, 1993 e 1998
Estádio

Arena da Floresta

Nome Oficial: Arena da Floresta
Capacidade: 25.000 (40.000 final)
Endereço: Rio Branco-AC
Inauguração: 17/12/2006
Primeiro Jogo: Rio Branco 2 x 1 Seleção Brasileira Sub-20
Primeiro Gol: Rogério Taraúaca (Rio Branco)
Recorde de Público: 23.000 (Rio Branco 2 x 1 Seleção Brasileira Sub-20 - 17/12/2006) Dimensões do Gramado: 100m x 75m
Proprietário: Governo do Estado do Acre

Construído pelo Governo do Estado do Acre para a realização da maioria dos jogos do Campeonato Acriano, a Arena da Floresta é um dos cinco estádios mais modernos do Brasil. Com o mesmo gramado utilizado no Maracanã, o estádio foi feito pela mesma construtora do Kyocera Arena e da Arena Joinville e possui capacidade para 20.000 espectadores.Com a confirmação da Copa do Mundo no Brasil em 2014, o Governo Acriano planeja ampliar a capacidade do Estádio para 40.900 mil cadeiras, atendendo à exigências da FIFA, já que o Governo pretende colocar a capital do estado como a "Sede verde" do evento.
Cada vestiário possui capacidade para acomodar 20 atletas, além da área de aquecimento de 40m². O estádio ainda tem em funcionamento dois elevadores (mais seis ainda estão em construção), duas tribunas de honra e oito camarotes. Recentemente foram compradas e instaladas pelo governo do estado, cerca de 10 mil cadeiras, deixando o estádio com 100% de suas acomodações com cadeiras. Essas cadeiras foram instaladas em designer moderno, com mosaicos e desenhos de figuras lendárias e animais da Amazônia, nas cores da bandeira Acriano: Verde, vermelho e amarelo. Além disso, já estão funcionando catracas eletrônicas em todos os setores de acesso ao estádio, que auxiliam na entrada dos torcedores. Sistemas de suporte dão capacidade para câmeras móveis, utilizadas já na inauguração do estádio.

Mascote

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

River Esporte Clube

Fundado em 1973, a equipe já teve seus dias de glória na história do futebol. Entre tantos outros feitos, já foi vice-campeão do Copão da Amazônia, uma espécie de Copa Norte dos anos 70 e 80, além do título de Campeão Roraimense de Futebol antes do profissionalismo.A demora em vir para o futebol profissional, deve-se ao fato de o clube hoje contar com uma estrutura em condições de não só montar uma boa equipe, mas também oferecer ao jogador, ferramentas que possam mantê-lo motivado dentro do clube.Embora já tenha se profissionalizado há mais de cinco anos, o River sempre desistia na última hora da disputa do estadual. Em 2004, finalmente o River estréia entre os profissionais.

Depois de uma longa temporada longe do gramado do estádio Canarinho, o Ríver volta a estrear no futebol profissional de Roraima em 2004. O diretor da equipe José João revelou alguns nomes que formaram a equipe no seu ano de estréia nos profissionais. Júnio, Raul, Alan, Marcão, Eduardo, Fabiano, Caboja e Oziel.A demora em vir para o futebol profissional, segundo José João, deve-se ao fato de o clube contar com uma estrutura em condições de não só montar uma boa equipe, mas também oferecer ao jogador, ferramentas que possam mantê-lo motivado dentro do clube."Como exemplo podemos citar o CT, localizado no bairro União, com uma boa estrutura para treinamentos".A idéia principal, segundo o diretor é trabalhar com divisões de base, montando uma escolinha. Clube sem categoria de base não existe. Foi o que declarou o diretor do River José João. Neste sentido fez-se início o trabalho de categoria de base do River no Centro de Treinamento (CT).No local são feitos trabalhos de escolinhas de futebol até a categoria Sub-20, para que estes futuros jogadores integrem a equipe profissional nas competições que o River irá participar. Jogadores profissionais e experientes como é o caso de Caboja vão ficam responsáveis pelos trabalhos na categoria de base do River."Atletas de renome como o Marnildes, Júnior, Lindomar e Rigoberto foram jogadores que surgiram aqui na categoria de base do saudoso Ribeirão. É importante um clube manter uma categoria de base", ressaltou o diretor José João.


Alegando falta de Recursos, o River não disputou o Campeonato Roraimense de 2009. O clube protocolou um pedido à Federação Roraimense de Futebol avisando sobre seu afastamento dos gramados neste ano.


Títulos


3 Campeonatos Roraimense 1979, 1989 e 1994


Estádio


Ribeirão


Nome Oficial: Estádio Ribeirão

Capacidade: 3.000 pessoas

Endereço: Av. Nossa Senhora de Nazaré 781 - Tancredo Neves - Boa Vista-RR

Proprietário: Prefeitura Municipal de Boa Vista

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

São Paulo Futebol Clube

Fundado no início de fevereiro de 1988, o São Paulo prometia um futuro promissor. Contava com o patrocínio de uma rede de mercados locais gerida pelo sr. Rodrisvan Cerqueira, que apostava no time, investia e participava das decisões, parecendo ser competente. A equipe disputou torneios não-oficiais com combinados e amistosos e se saiu bem, no balanço geral ao final do ano. No ano seguinte, quando ingressou no primeiro estadual, erros cometidos pela diretoria e outros detalhes fizeram o time fazer uma campanha ruim. No outro ano, a mesma coisa. Cerqueira se chateou com o que chamou de "irresponsabilidade esportiva" e deixou de patrocinar e de intervir na equipe.O São Paulo só piorou. Sem os investimentos e sugestões de Cerqueira, a equipe foi tão mal que em 1992 nem chegou a disputar estadual: fez apenas alguns treinos e um único amistoso, contra a seleção de Macapá, e perdeu por dois a zero. Decidida a levantar o time, os cartolas buscaram e conseguiram algum investimento externo e, além de melhorar as finanças do time, trouxeram alguns atletas de fama local. O time não disputou estadual em 93, mas venceu os quatro amistosos que jogou e foi vice-campeão no Torneio de Ouro Macapá promovido por uma rede de lojas local.

Em 1994 a equipe volta ao estadual para fazer uma campanha razoavelmente boa, com a base do ano passado. Em 95 e 96, a mesma coisa. No entanto, a falta de público e a baixa renda com o patrocinador, que andava desinteressado, gerou nova crise econômica. O São Paulo dispensou empregados e vendeu todos os atletas. Em 1997 o time de novo não participou do estadual, e foi pulverizado nos amistosos, uma vez que a equipe que jogava era formada de amadores, conhecidos de dirigentes, muitas vezes voluntários.Nos anos seguinte, a conta do time foi se recuperando e a coisa foi menos vergonhosa, até que em 2004 um litígio na diretoria levou o clube ao rebaixamento.


'Xará’ do Tricolor Paulista, o São Paulo Futebol Clube, do Amapá, anunciou que mudará de nome após o Campeonato Amapaense, onde estréia nesta quinta-feira, diante da equipe do Amapá. Fundado por um grupo de futebolistas apaixonados pelo clube paulista, o time mudará de santo: será agora o São Lázaro Futebol Clube, homenagem ao bairro onde a agremiação foi fundada.
O atual presidente do São Paulo do Norte, Adênus Gameleira, disse que a mudança era um pedido antigo da torcida. “Sempre fomos questionados sobre o nome do clube, que poderia se chamar São Lázaro, como o nosso bairro. Então levamos a proposta para votação e foi aprovado”, declarou, em entrevista ao site Futebol do Norte.
Além do nome, o São Paulo tem também as mesmas cores do xará paulista, que deverão ser mantidas, mas o escudo, também semelhante ao atual Campeão Brasileiro, deve mudar, segundo a diretoria.

Estádios

Glicério de Souza Marques - Capacidade Atual 3500
Inaugurado em 15 de janeiro de 1950 o Estádio Municipal Glicério Marques foi construído em tempo recorde, após a confirmação do Amapá no XX Campeonato Brasileiro de Futebol de Seleções. Antes desta data as partidas ocorriam na Praça da Matriz, o que inviabilizava a realização de amistosos com times de outros estados, pois estes se negavam a jogar em campos sem as medidas oficiais e sem um estádio cercado.Completando 51 anos de fundação o estádio se constitui num dos mais antigos do país, sendo mais velho do que o próprio Maracanã, que embora construído também em 1950, só começou a funcionar a partir de julho daquele ano, por ocasião da Copa do Mundo de Futebol. Inicialmente chamado de Estádio Municipal de Macapá, o estádio ganhou este nome em homenagem ao primeiro presidente da Federação de Desportos do Amapá, Glicério de Souza Marques.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Rolim de Moura Esporte Clube

Fundado em 04 de novembro de 2002, oficializado em 2005, onde disputou até 2007, a segundo divisão do Campeonato Estadual, ficando em 3º lugar 2005, 3º lugar em 2006 e 2º lugar em 2007 onde subiu para primeira divisão.
Time que é o caçula do rondoniense, o Rolim de Moura Esporte Clube sediado na capital da zona da mata, enfrenta pela segunda vez o maior desafio de sua curta historia, disputar a primeira divisão de futebol profissional.De olho nessa realidade, a Diretoria do Tigre, liderada pelo Presidente, Ivanildo Pereira e pelo Diretor Sergio Fank, tão encerrou o Campeonato de 2008, onde o RMEC carimbou a 4ª colocação, já começaram a se mobilizar no intuito de montar um grande projeto para o time nesta temporada.




Estádio




Cassolão


Nome Oficial: Estádio Municipal José Angelo Cassol


Capacidade: 5.000 pessoas





Apelido Tigre da Zona da mata




Mascote Tigre




Site




segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Princesa do Solimões Esporte Clube

Em 1971 na cidade de Manacapurú, localizada no Rio Solimões (Amazonas) era fundado o Princesa do Solimões Esporte Clube (18/08/1971),Clube nas cores vermelho e branco. Sua mascote é o Tubarão.

O Princesa estreou no campeonato profissional amazonense em 1987, ladeando com o extinto Penarol da cidade de Itacoatiara, como os únicos clubes do Interior do estado a participar da competição, antes disso, em 1981, o Olaria de Humaitá também havia jogado no Amazonão.

O Princesa revelou diversos jogadores e também fomentou outros jogadores amazonense que em seus quadros passaram. temos exemplo, do goleiro Naílton que está no São Raimundo; Zédvan; Alcimar; Paçoca; Pissuí, Tição, Cabralzinho, Marquinhos, etc...

A Seleção de Manacapuru sempre está presente nas finais do campeonato "DOS RIOS", anualmente realizado pela FAF. Equipes da "Terra das Cirandas" sempre disputam com êxito o PELADÃO (Maior campeonato amador de futebol do Brasil, realizado pelo Jornal A crítica todos os finais de anos), temos exemplo do time FURACÃO e da EMTRAM, campeões. Para se chegar à Manacapuru, saíndo de Manaus, são necessários dois tipos de trasportes: O Fluvial e o Rodoviário. Atravessa-se o Rio Negro (5 km em média) por meio de Balsa, depois no outro lado (Cacau Pirêra - na cheia do rio, ou no Brito - na sêca) pega-se um ônibus ou de carro e são mais ou menos uma hora para chegar até à "Princesinha do Solimões".

Este trajeto já foi inclusive feito por times de outros estados quando o Tubarão os enfrentou no Brasileirão de 1989 - Segunda Divisão. Em 1989 o Princesa jogou e venceu ao Mixto de Mato Grosso e ao Dom Bosco.

O Princesa foi vice-campeão amazonense em 1995 quando empatou em 0 x 0 contra o Nacional no Estádio do SESI perante 5 mil torcedores (capacidade máxima do pequeno estádio) de Manaus. Em 1997 novamente um vice-campeonato perante o emergente São Raimundo, quando o venceu por 2 x 1. Mas precisava ganhar por dois gols de diferença.

O Princesa esteve afastado do Profissionalsimo desde 1998, mas voltou em 2001 demonstrando muita ousadia e pontuando bem no certame, chegando a ficar em terceiro lugar no Primeiro Turno.

O uniforme do Tubarão é composto de Camisa, calção e meiões todos vermelhos.

Títulos

2 Vices Amazonense: 1995 e 1997.
3 Taça Amazonas: 1988, 1989 e 1995
1 Torneio Início: 1997

Estádio

Gilbertão

Nome Oficial: Estádio Municipal Gilberto Mestrinho
Capacidade: 15.000 pessoas
Endereço: Manacapuru-AM
Proprietário: Prefeitura Municipal de Manacapuru
Homenagem: O nome do Estádio é uma homenagem ao ex-governador Gilberto Mestrinho
Hino

Princesa do Solimões Destas cores que traduzem emoções Da luta serenada à vitória Vermelho e Branco unindo os corações E hoje vou cantar bem forte Tubarão do Norte Mergulha prá vencer Na tua história o teu passado nos revela Que és um clube em que impera a união É o maior prazer vê-lo jogar De Manacapuru para o Amazonas orgulhar (bis) E hoje eu estou feliz Sou realeza do meu Brasil Tubarão do Norte que fascina Princesa! Princesa! o campeão!

Mascote

domingo, 23 de agosto de 2009

Associação Atlética Cori-Sabbá

Foi fundado em 24 de maio de 1973 por Carlos Augusto (Pompéia) e seu nome tem origem na fusão de dois clubes da cidade: o Corinthians (Cori) e o Auto Posto Sabbá (Sabbá). Seu uniforme é composto de camisa com listras verticais pretas e brancas, calção preto e meias brancas. Participou da Terceira Divisão 1995, 1996 e 1998.
Foi campeão piauiense em 1995. Participou da 1ª divisão do campeonato piauiense de 1991 a 2003. Em 2003, o Cori-Sabbá não conseguiu dinheiro para montar um time competitivo e acabou terminando o campeonato estadual na última colocação, resultando no seu rebaixamento.


O clube ficou conhecido nacionalmente quando na primeira fase da Copa do Brasil de 1996 derrotou no jogo de ida por 1x0 o Botafogo, na época o campeão brasileiro (no jogo de volta no Rio o Botafogo goleou, se classificando). Bitonho foi o autor do gol que deu a vitória de 1 x 0 ao Cori-Sabbá contra o Botafogo do RJ.


Títulos


Campeonato Piauense: 1995


2 Vice-Campeão Estadual: 96 e 98


Estádio


Nome Oficial: Estádio Municipal Tibério Barbosa Nunes

Capacidade: 7.000 pessoas

Endereço: Floriano-PIGramado: 100 x 72 metros

Proprietário: Prefeitura Municipal de Floriano

sábado, 22 de agosto de 2009

Clube Náutico Capibaribe


Oficialmente, o Clube Náutico Capibaribe foi fundado em 7 de abril de 1901, apesar de já ter começado a se formar quatro anos antes, em 1897, com um grupo de praticantes de remo que alugavam barcos de excursões que iam desde a Casa de Banhos do Pina até Apipucos, liderados por João Victor da Cruz Alfarra.
Em 21 de novembro de 1897,ocorreu em Recife uma regata que fazia parte das festividades para o retorno das tropas pernambucanas após a revolta dos Canudos. Esse evento despertou no povo da capital pernambucana o interesse pelo remo, de modo que eles decidiram fazer mais eventos deste tipo.
Com o crescimento do esporte na cidade, o primeiro clube de remo de Recife foi criado, em 1898, por empregados dos armazéns das ruas Duque de Caxias e Rangel. Surgia então o Clube dos Pimpões que, no fim de 1898, se uniu com outra agremiação da cidade, dando origem então ao Clube Náutico Capibaribe.
Um ano depois, no fim de 1899, uma reunião definiu uma remodelagem do clube, começando pelo nome, que mudou para Recreio Fluvial, mantendo os esportes náuticos como o principal pilar da agremiação.
O nome Recreio Fluvial acabou não agradando e, em 7 de abril de 1901, os dirigentes do clube convocaram uma reunião, em que foi registrada a primeira ata da agremiação, que voltou a se chamar Clube Náutico Capibaribe.
Ofutebol demorou a aparecer no Náutico, surgindo apenas cinco anos após a fundação do clube, em 1906, com alguns ingleses que praticavam o esporte apenas aos domingos. Nesta época, a agremiação ficou conhecida por proibir negros e mestiços de praticar qualquer esporte pelo clube, o que seria abolido anos depois.
Até 1909, o Náutico não demonstrou nenhum interesse pelo futebol e só aceitou o esporte no clube para evitar brigas internas.
Em 1914, foi criada a Liga Recifense de Futebol, da qual o Náutico não participou, de modo que os jogadores da agremiação foram todos para o América, onde ficaram até o ano seguinte, quando foi criada a Liga Sportiva Pernambucana (LSP), organização a qual o Náutico se filiou. Com a aceitação do futebol como um esporte do clube, os jogadores que haviam ido jogar para o América retornaram ao Náutico.
Apesar de estar filiado à LSP, o Náutico continuava sem dar muita importância ao futebol, o que só aconteceu anos mais tarde, com a profissionalização do esporte e a conquista do primeiro título estadual de sua história, em 1934, quando também definiu o timbu como sua mascote.
A partir do primeiro título, o Náutico nunca mais abandonou o futebol e se consolidou como uma grande força do esporte de Pernambuco. O reconhecimento nacional, no entanto, veio só nos anos 60, quando o Náutico, que já era o primeiro tetra e o primeiro penta, tornou-se o primeiro hexacampeão pernambucano. Além disso, o Náutico ainda foi o primeiro clube pernambucano a disputar uma partida internacional e, após ser vice campeão da Taça Brasil de 1967, também foi o primeiro de Pernambuco a disputar a Libertadores da América.
Um dado interessante da história do Náutico é que o clube chegou por cinco vezes entre os quatro primeiros colocados da Taça Brasil. Só o Santos conseguiu chegar mais vezes.
Nos anos 1970, o Náutico não brilhou tanto, vencendo apenas um estadual, o de 1974. No entanto, o clube conseguiu a maior série invicta de sua história, ficando 42 jogos sem perder. Além disso, o goleiro Neneca ficou 1636 minutos sem levar gol, sendo um dos recordistas mundiais nesse quesito.
Nos anos 80, começou a sina alvirrubra de se alternar entre a primeira e segunda divisões do futebol nacional. Com a criação da Copa União em 1987, o Náutico acabou sendo relegado ao módulo amarelo (espécie de segunda divisão), mas já no ano seguinte, o Timbu conquistou o vice-campeonato da Série B e retornou à elite do futebol nacional.
Com o início da década de 90, veio a pior fase da história do Náutico. A última vez que o Alvirrubro disputou a Série A nessa década foi em 1994 e o clube chegou a cair para a Série C em 1999.
O início do século 21 também não foi dos melhores para o Timbu, apesar do retorno à Série B. O clube queria mais, queria a Série A e quase conseguiu chegar ao seu objetivo em 2005, quando, com três jogadores e mais e um pênalti marcado ao seu favor, conseguiu deixar o Grêmio sair de Pernambuco com a vitória, o que manteve o Timbu na segundona.
Um anomais tarde, no entanto, viria a redenção. Após uma ótima campanha na Série B, o Timbu conseguiu subir para a Série A junto com Atlético Mineiro, América de Natal e o rival Sport Club do Recife.
No ano do acesso, ainda foi fundada a Associação dos Amigos da Base (AADB), grupo de torcedores que visam ajudar as categorias de base do Náutico para fazer o Alvirrubro pernambucano crescer.
Em 2007, o Timbu disputou pela 23ª vez a Série A do Brasileirão e conquistou a 15ª posição. Liderado pelo uruguaio Acosta e pelo técnico Roberto Fernandes, o Timbu conseguiu se safar do retorno à segunda divisão nas últimas rodadas, deixando a vaga na segundona para o Corinthians.

Títulos

Campeonato Pernambucano (21): 1934, 1939, 1945, 1950, 1951, 1952, 1954, 1960, 1963, 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1974, 1984, 1985, 1989, 2001, 2002 e 2004.
Estádio


O Estádio dos Aflitos foi construído entre 1950 a 1954, na gestão do presidente Eládio de Barros Carvalho, que dá o nome oficial ao estádio alvirrubro.
A capacidade dos Aflitos é de 25 mil torcedores, mas deve ser ampliada para 35 mil, após as obras que estão sendo realizadas. Novas cabines de imprensa, vestiários e camarotes serão construídos, além de lanchonetes e restaurantes.
A nova reforma teve início em 96, sobrevivendo graças à doações e trabalhos voluntários. O estádio fica numa das regiões mais nobres do Recife.
Durante estes quase 50 anos, o Estádio dos Aflitos passou por diversas reformas. No início, sua capacidade era de apenas 10 mil torcedores.


Hino


Da união de duas cores mágicas
Nasceu a força e a raça
Vermelho de luta Branco de paz
Quem olha não esquece jamais
Da união de sete letras mágicas
N-Á-U-T-I-C-O
Nasceu um time que encanta
Que manda e desmanda
Que faz o nosso Carnaval
Náutico teu caminho é de luz
Tua força, tua garra
Fascina e seduz
No meu coração
Brotou o esplendor
De te adorar com emoção
No meu coração
Brotou o esplendor
De te adorar com muito amor
Lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá Lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá




Mascote
A mascote do Náutico é o timbu, um pequeno mamífero da mesma família dos cangurus e coalas. A escolha do animal como um dos símbolos do clube se deu em uma partida contra o América, em 1934. Na ocasião, o Náutico precisava da vitória para que o Sport não o ultrapassasse e a torcida do Rubro-Negro pernambucano foi até o estádio torcer contra o Náutico.
Ao fim do primeiro tempo, o jogo estava empatado por 1 a 1 e chovia muito. O vestiário do estádio era muito pequeno e não comportava todos os jogadores. Então, o técnico do Náutico resolveu passar as instruções no
centro do gramado, debaixo de chuva e frio fortes.
Para que os jogadores não sentissem tanto o frio, um dirigente do clube levou uma garrafa de Cinzano e deu um gole a cada um dos jogadores
. Ao ver os atletas bebendo, a torcida adversária começou a cantar “Timbu, timbu!”.
O Náutico saiu com a vitória por 3 a 1 e, para provocar os adversários, a torcida alvirrubra saiu gritando “Timbu 3 a 1, timbu 3 a 1”. Desde então, o timbu é a mascote do Clube Náutico Capibaribe.


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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Cruzeiro Esporte Clube

O Cruzeiro surgiu no início da década de 20 por iniciativa de membros da colônia italiana de Belo Horizonte, que tinham o interesse de formar uma agremiação que representasse o país europeu. Quando o cônsul italiano foi à cidade em 1920, os interessados o procuraram e acabaram fundando a Societá Sportiva Palestra Itália.
A nova agremiação vestiria as cores da bandeira italiana (e não o tradicional azul), e só aceitaria europeus de origem em suas escalações. Com essas regras, o clube iniciou sua vida esportiva. Logo no segundo ano de sua história, o Palestra Itália já foi à decisão do Campeonato da Cidade de Belo Horizonte. Contra o poderoso América-MG, que estava em vias de conquistar o decacampeonato, acabou sendo derrotado.
Era o prenúncio de uma história de glórias. Logo em 1928, veio a primeira delas. Com Niginho como principal destaque, o Palestra Itália foi tricampeão pela primeira vez, de 1928 a 1930. Foi, porém, apenas uma fase.
Sem estrutura, torcida ou tradição, o clube ficou os anos 30 atrás dos tradicionais Atlético e América e do ascendente Vila Nova, que venceu a competição quatro vezes naquele período. Apesar de permanecer entre os melhores, o Palestra Itália poucas vezes chegava a brigar por títulos.
No início da década de 40, a equipe ainda passou por um duro golpe. Quando o Brasil entrou de vez na Segunda Guerra Mundial contra os países do Eixo, o governo Vargas proibiu qualquer tipo de manifestação favorável de equipes à Alemanha e à Itália. Ciente do problema que poderia ter com o Estado, o presidente do clube resolveu mudar o nome da agremiação para Ypiranga, sem sequer consultar o Conselho.
Insatisfeitos com as mudanças, os outros cartolas reviram a alteração, decidindo por Cruzeiro Esporte Clube. Além disso, também adotaram o azul-celeste como cor principal, em detrimento do verde anterior. Já com a nova nomenclatura, a agremiação conseguiu, em campo, seus primeiros triunfos. Venceu, entre 1943 e 1945, o Campeonato da Cidade, aumentando a expectativa dos dirigentes em relação ao futuro da equipe.
Empolgados, os dirigentes investiram. Reformaram seu estádio, com direito a mudança de nome para Juscelino Kubitschek, então governador mineiro, e acabaram colocando o clube em caótica situação financeira. O resultado foi a queda brusca de produção da equipe, que passou os anos 50 quase no amadorismo, fazendo incursões pelo interior para tentar ganhar dinheiro.
O alívio veio com a construção da sede social em Barro Preto, que gerou mais recursos ao caixa do clube. Assim, o Cruzeiro conseguiu montar um time com mais qualidade, para que pudesse, enfim, brigar por conquistas. Elas vieram no fim dos anos 1950, com o tricampeonato mineiro entre 1959 e 1961.
Aquele grupo, com Elmo, Procópio e Rossi, era apenas um prenúncio de toda a glória que viria a seguir. Depois de quase 50 anos atrás de seus principais rivais em termos de conquistas, o Cruzeiro conseguiria, enfim, um lugar entre os maiores do futebol nacional. A partir da construção do Mineirão, em 1965, o time celeste passou a dominar o futebol do Estado, sendo o maior vencedor desde então.
Mais que isso, a equipe que foi formada logo na seqüência surpreenderia a todos. Com Dirceu Lopes, Piazza, Natal e, principalmente, Tostão, o Cruzeiro foi à final da Taça Brasil para enfrentar o poderoso Santos. Pentacampeão, o time de Pelé vinha com a certeza de mais uma conquista.
Os mineiros, no entanto, surpreenderam a equipe da Vila Belmiro. Venceram por inacreditáveis 6 a 2 no Mineirão, com show de Tostão e Dirceu Lopes. Em São Paulo, foram para o intervalo com 2 a 0 a favor dos santistas, o que forçaria um terceiro confronto em campo neutro, segundo o regulamento. Só que o Cruzeiro foi mais forte, e virou para 3 a 2 com Tostão, Dirceu Lopes e Natal.

O resultado foi fundamental para toda a história do clube e também daqueles jogadores. Tostão, por exemplo, foi à Copa de 1966 e começou a garantir seu lugar na equipe campeã do mundo em 1970, no México. O sucesso do Cruzeiro foi também um dos principais motivos da criação do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, uma ampliação do Rio-São Paulo, que contava com clubes de Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Anos depois, ele seria transformado no atual Campeonato Brasileiro.
No seu próprio Estado, o clube celeste também conseguiu atestar a hegemonia. Foi pentacampeão estadual de 1965 a 1969, a maior seqüência de conquistas que obtivera até então.
No início dos anos 70, a grande geração sofria algumas mudanças naturais em decorrência da maturidade dos primeiros campeões. Tostão e Natal, por exemplo, deixaram o clube. Em contrapartida, surgiram Nelinho e Joãozinho, que ajudariam a elevar o nível do Cruzeiro. Com Minas Gerais dominada (a geração ainda seria tetra entre 1972 e 1975), o time partiu novamente para o âmbito nacional.
Foi à final do Brasileiro pela primeira vez em 1974, mas acabou perdendo o troféu para o Vasco de Roberto Dinamite em decisão conturbada. Os dois times terminaram o quadrangular final empatados e, segundo o regulamento, deveriam disputar um jogo extra para decidir o campeão. Melhor na somatória das fases, o Cruzeiro deveria sediar a partida, mas, alegando falta de segurança no Mineirão, os vascaínos levaram o confronto para o Rio de Janeiro e venceram por 2 a 1.
No ano seguinte, mais um fracasso. Dessa vez, porém, o Internacional mais técnico levou vantagem sobre o Cruzeiro, que se vingaria no ano seguinte. Vice, foi à Libertadores e conseguiu o maior título de sua história até então. Foi campeão da América, tendo superado os gaúchos no caminho em confronto memorável. Pela primeira fase, ganhou por 5 a 4 em casa, naquele que é considerado um dos melhores jogos do Mineirão em todos os tempos.
Na final, derrotaria o argentino River Plate no jogo extra em campo neutro, realizado no Chile. O herói do jogo foi Joãozinho, autor do gol de falta aos 44min do segundo tempo que garantiu a conquista. No Japão, no fim do ano, o Cruzeiro se vê sem chances contra o Bayern de Munique, da Alemanha, de Müller, Rummeniege, Maier e Beckenbauer, e perde o Mundial Interclubes.
Depois das conquistas, a geração que começara vitoriosa nos anos 60 acabou decaindo. Sem dinheiro, o Cruzeiro passou a vender seus craques com freqüência e deixou de disputar títulos. Na década de 80, por exemplo, venceu apenas dois Mineiros (1984 e 1987).
Com mais dinheiro no seu cofre, o time celeste cresceu nos anos 90. Com ampliação de estrutura e um trabalho mais profissional, o Cruzeiro se tornou um dos maiores vencedores do futebol brasileiro. Durante 15 anos, conquistou ao menos um título por temporada.
Os primeiros internacionais vieram logo. Em 1991 e 1992, venceu duas Supercopas da Libertadores. No ano seguinte, levou a taça da Copa do Brasil pela primeira vez na história, ao superar o Grêmio na decisão. Naquela equipe, destacavam-se Nonato, Éder e Antônio Boiadeiro.
Uma vez na Libertadores, o Cruzeiro começou a pensar mais alto. Contratou promessas como Dida, Palhinha e Marcelo Ramos. Com essa base, foi novamente campeão da Copa do Brasil em 1996, em final disputada contra o Palmeiras.
Com um time experiente, passou pelo copeiro Grêmio na Libertadores de 1997 e foi à final contra os peruanos do Sporting Cristal. Na final, no Mineirão, ganhou graças à Elivélton, que garantiu a taça em um poderoso chute de fora da área. Garantida no Japão no fim de ano para buscar o único título que não tinha, a Raposa trouxe a curto prazo nomes como Bebeto e Gonçalves, que não resolveram e apenas participaram da derrota por 2 a 0 para o Borussia Dortmund.
Sem o tão sonhado título, o Cruzeiro voltou à estaca zero. Por um tempo, viveu apenas de conquistas regionais, como as Copas Sul-Minas de 2001 e 2002 e de boas campanhas, como o terceiro lugar da Copa João Havelange em 2000, todas com o argentino Sorín como principal artífice.
O auge no século 21, porém, veio em 2003, em um dos melhores anos que um clube de futebol poderia ter. Com Deivid e Aristizábal comandados por Alex em campo e Vanderlei Luxemburgo no banco de reservas, o Cruzeiro foi implacável ao conquistar o Mineiro, a Copa do Brasil e o Brasileiro, suplantando equipes como o Santos, de Diego e Robinho.
No ano seguinte, não conseguiu sucesso na Libertadores muito por causa da saída de Vanderlei Luxemburgo. O Cruzeiro, então, perderia mais uma vez seus principais destaques. Saíram Maldonado, Alex, Deivid, Aristizábal, Maurinho, entre outros. Em 2004, Fred surgiu como possibilidade de renovação, mas também logo foi vendido.
Em campo, destaque apenas para a campanha no Nacional de 2007. Com um time mediano, Dorival Júnior chegou a colocar a Raposa na briga pelo título, mas acabou levando a equipe à Libertadores mais uma vez.


Títulos


Campeonato Mineiro: (36)
1926, 1928, 1929, 1930, 1940, 1943, 1944, 1945, 1956, 1959, 1960, 1961, 1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975, 1977, 1984, 1987, 1990, 1992, 1994, 1996, 1997, 1998, 2002, 2003, 2004, 2006 ,2008 e 2009.
Copa Sul-Minas: (2) 2001 e 2002.
Copa do Brasil: (4) 1993, 1996, 2000 e 2003.
Taça Brasil: (1) 1966.
Campeonato Brasileiro: (1) 2003.
Copa dos Campeões da Libertadores: (2) 1991 e 1992.
Taça Libertadores da América: (2) 1976 e 1997.


Hino


Existe um grande clube na cidade,

Que mora dentro do meu coração.

E eu vivo cheio de vaidade,

Pois na realidade é um grande campeão.

Nos gramados de Minas Gerais,

Temos páginas heróicas e imortais,

Cruzeiro, Cruzeiro querido,

tão combatido, jamais vencido.

Existe um grande clube na cidade,

Que mora dentro do meu coração.

E eu vivo cheio de vaidade,

Pois na realidade é um grande campeão.

Nos gramados de Minas Gerais,

Temos páginas heróicas e imortais,

Cruzeiro, Cruzeiro querido,

Tão combatido, jamais vencido!


Mascote
A mascote do Cruzeiro, desde 1945, é a raposa. Desenhada pelo chargista Fernando Mangabeira, foi inspirada em Mário Grosso, então dirigente do clube, conhecido por ser esperto como o animal.

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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

São Paulo Futebol Clube

A história do São Paulo Futebol Clube começa muito antes da sua fundação oficial, que aconteceu em 1935. A semente da agremiação começou a ser plantada no início do século 20, quando foi fundado o Clube Atlético Paulistano, que, nos primeiros anos do futebol brasileiro, dominou o cenário do estado.
Quando se retirou do esporte, em 1929, o time somava nada menos do que 11 títulos paulistas, e um tetracampeonato em 1916, 1917, 1918 e 1919, feito inédito até os dias atuais. A agremiação deixou o futebol por manter-se fiel ao amadorismo, na época em que todos os rivais optaram pela profissionalização. O Paulistano resolveu, então, fechar as portas da modalidade no fim dos anos 1920.
Alguns dirigentes, no entanto, resolveram aderir às novas regras, e partiram para a fundação de uma nova agremiação, logo no ano seguinte. Para isso, uniram-se com outros “herdeiros” da Associação Atlética das Palmeiras, que também havia encerrado suas atividades no futebol. No acordo, o Paulistano entrava com a cor vermelha e craques como Araken Patusca, Friedenreich e Waldemar de Brito, enquanto a A.A.P. cederia o preto e o branco da camisa e a Chácara da Floresta, estádio que seria usado pelo novo time, o São Paulo Futebol Clube.
A equipe, que ficou conhecida como São Paulo da Floresta, teve sucesso rápido nos gramados, conquistando o primeiro Paulista de sua história em 1931. O afobamento dos cartolas, no entanto, fez com que a equipe passasse por dificuldades financeiras, e encerrasse suas atividades em 1935 após uma fusão sem sucesso com o Clube de Regatas Tietê.
Mais uma vez, os dirigentes buscaram uma nova solução para os torcedores, e recriaram o São Paulo Futebol Clube. Ligado à forças antigas como Paulistano e Palmeiras, o time conseguiu entrar logo de cara na disputa do Campeonato Estadual, mas sem sucesso. Nos primeiros cinco anos, o único resultado expressivo foi um vice em 1938, perdendo a final para o Corinthians.
Crescimento mesmo aconteceu apenas nos anos 1940, quando o São Paulo trouxe seu primeiro grande reforço na história. Por uma fortuna na época (200 contos de réis), Leônidas da Silva, estrela do futebol carioca da década anterior, chegou do Flamengo em 1942. Bauer, Luizinho, Sastre, Rui e Teixeirinha também abrilhantaram a equipe, que ficou conhecida como “Rolo Compressor”.
O time venceu o primeiro título logo em 1943, derrotando o Palmeiras na decisão. Aquele, aliás, foi o “campeonato da moeda”. A história é que, antes da disputa, os dirigentes se reuniram na Federação Paulista de Futebol e, brincando, disseram que decidiriam o vencedor jogando uma moeda para o alto.
Caso desse cara, seria o Palmeiras, ou Corinthians, se fosse coroa. Pela conversa, a taça só iria para o São Paulo se a moeda caísse em pé. Após o fim da disputa, na comemoração do título tricolor, um carro alegórico com uma grande moeda em pé desfilou pelas ruas.
Aquele não seria o único título da geração. Em 1945, 1946, 1948 e 1949, o time voltou a subir no lugar mais alto do pódio, com novos nomes como Ponce de León e Mauro Ramos. Fora dos gramados, a agremiação sofria com graves crises financeiras, apesar do sucesso nas quatro linhas.
A solução encontrada pelos dirigentes são-paulinos foi a construção de um novo estádio. O time, que à época atuava em um campo no Canindé, buscou seu próprio espaço no recém-inaugurado bairro do Morumbi, e passaria a dedicar a maior parte de suas finanças ao empreendimento.
Isso, a princípio, não prejudicou o time, que continuava a contar com grandes craques. Na década de 50, por exemplo, o Tricolor trouxe do Rio de Janeiro o meia Zizinho, para somar forças com Poy, Gino e Canhoteiro. Juntos, conquistaram o Paulista de 1957, com vitória por 3 a 1 sobre o arqui-rival Corinthians.

Aquela geração foi uma exceção em tempos de construção do Morumbi. No período mais importante das obras, a década de 60, o clube não venceu praticamente nada. Apesar de ter contado com craques como Roberto Dias (o principal deles), não obtinha os mesmos resultados de outrora. Só depois da conclusão do Morumbi, no início dos anos 70, é que o São Paulo voltou a dar alegrias a sua torcida.
Com Gérson, Pedro Rocha, e Forlán, o Tricolor começou a sonhar, inclusive, com a glória nacional. Venceu, em 1970 e 1971 o bicampeonato paulista. Em 1971, foi finalista do Brasileirão, perdendo o título para o Atlético-MG.
O sonho, porém, não tinha terminado. Com uma renovação na equipe, apareciam jovens como Muricy, Zé Carlos e Serginho Chulapa, que garantiram ao São Paulo o Paulista de 1975, vencido contra a Portuguesa. Essa base, com Waldir Peres no gol, foi mais longe em 1977, ao superar o Atlético-MG (invicto na competição) na decisão do Campeonato Brasileiro. Era o primeiro grande título da agremiação, que, aos poucos, começava a voltar suas forças mais para jovens talentosos e menos para craques consagrados.
Esse processo foi acentuado na década de 80. Depois de conquistar muitos títulos com ídolos em fim de carreira como Zizinho e Gérson, o São Paulo se voltou para contratações menos espalhafatosas, como Renato (conhecido como “Pé Murcho” pelo chute fraco) e Careca, que vinham do Guarani. Grandes nomes também tinham espaço, como Paulo César e Mário Sérgio. Na defesa, a maior dupla da história da agremiação: Oscar e Dario Pereyra.
Naquele período, venceu os Paulistas de 1980 e 1981 e, principalmente, o de 1985, com a equipe que ficou conhecida como “Menudos”, em referência à banda adolescente de sucesso na época. Falcão, de volta do Roma, da Itália, Careca, Silas e Müller comandaram o São Paulo campeão.
Essa base fez mais no ano seguinte. No Campeonato Brasileiro, superou o Guarani em uma das finais mais emocionantes da história. Já na prorrogação, Careca empatou o jogo, que estava 3 a 2 para os campineiros. Nos pênaltis, conquistou seu segundo troféu nacional.
Afirmado como um dos principais clubes do país, o São Paulo passou a sonhar mais alto. Queria a América para depois ganhar o mundo. Conseguiu aos poucos. Primeiro veio o Paulista de 1989, já com Mário Tilico e Bobô. Em compensação, teve a perda do título nacional para o Vasco.
Contratou, então, o técnico Telê Santana, com um “projeto Libertadores”. Em 1990, mais uma chance no Brasileiro. A final perdida contra o Corinthians, no entanto, aumentou a pressão sobre a comissão técnica tricolor, que era cobrada por resultados, que vieram no ano seguinte. Em decisão apertada, contra a surpresa Bragantino, um empate por 0 a 0 garantiu a taça, que classificou o clube à Libertadores.
Uma vez na competição continental, o São Paulo tomou gosto. Craques como Raí, Leonardo, Zetti, Cafu e Müller faziam parte do esquadrão, que venceu o Newell’s Old Boys, da Argentina, na decisão por pênaltis, com o camisa 1 são-paulino sobrando. No fim do ano, em Tóquio, veio o primeiro Mundial Interclubes, em uma virada espetacular sobre o poderoso Barcelona, com direito a dois gols de Raí.
O desempenho acima da média seria repetido em 1993. Mais uma vez campeão da Libertadores, desta vez com mais facilidade, sobre a Universidad Católica, do Chile. Já sem Raí, foi de novo ao Japão para mais um encontro poderoso. O Milan fez jogo duro, empatou duas vezes depois de estar atrás no marcador, mas acabou sendo derrotado pelo gol de Müller, nos últimos minutos.
A busca pelo tri, que parecia impensável dois anos antes, estava próximo. Bastava ao time vencer o Vélez Sarsfield do paraguaio Chilavert e a decisão do Mundial no Japão. O São Paulo, porém, acabou sendo derrotado nos pênaltis. Começava a acabar a era Telê. O clube demorou anos para se acostumar à nova realidade.
Viveu de Campeonatos Paulistas até a metade da primeira década de século 21, e teve de conviver com a pecha de “pipoqueiros” pelas perdas constantes em decisões. Tudo isso foi esquecido em 2005. Sob o comando do goleiro Rogério Ceni, o time, que ainda tinha Mineiro, Lugano, Josué e Júnior, venceu a Copa Libertadores pela terceira vez após final com o Atlético-PR. No fim do ano, mais um triunfo no Japão, desta vez sobre os ingleses do Liverpool.
Conquistar o mundo continuava nos planos do São Paulo, mas dois insucessos na Libertadores fizeram o clube, sob o comando do ex-jogador Muricy Ramalho, voltar-se para o Campeonato Brasileiro. Com um time aguerrido e uma estrutura acima da média, foi bicampeão nacional, em 2006 e 2007, e tricampeão em 2008.


Títulos

Campeonato Paulista: (22) 1931, 1943, 1945, 1946, 1948, 1949, 1953, 1957, 1970, 1971, 1975, 1980, 1981, 1985, 1987, 1989, 1991, 1992, 1998, 2000, 2002 e 2005.
Torneio Rio-São Paulo: (1) 2001.
Campeonato Brasileiro: (6) 1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008.
Taça Libertadores da América: (3) 1992, 1993 e 2005.
Mundial Interclubes: (3) 1992, 1993 e 2005.
Copa Conmebol: (1) 1994.
Supercopa dos Campeões da Libertadores: (1) 1993.


Estádio

Com capacidade para 73.501 pessoas, o Estádio Cícero Pompeu de Toledo, também conhecido como Estádio do Morumbi, foi inaugurado em 2 de outubro de 1960 com o estádio ainda inacabado e sua primeira partida foi entre São Paulo Futebol Clube e Sporting Lisboa de Portugal, sendo a partida vencida pelos donos da casa pelo placar de 1 a 0. O gol dessa partida foi marcado pelo jogador Peixinho. Em um cruzamento, ele mergulhou para cabecear a bola próximo do chão. Desde então essa jogada ficou conhecida no Brasil como "gol de peixinho".
A inauguração total se deu em 25 de janeiro de 1970 em uma partida entre o Tricolor Paulista e o Porto, também de Portugal, que terminou empatada em 1 a 1 com gols de Vieira Nunes para o Porto e Miruca para o São Paulo.
É o terceiro maior estádio do Brasil, sendo o primeiro entre os estádios particulares. É também o oitavo maior estádio pertencente a um clube no mundo e está na 38ª. colocação geral.


Hino


O hino do São Paulo Futebol Clube — composto por Porfírio da Paz em 1935 e oficializado em 1942 — passou por diversas alterações até chegar à atual estrutura.
A criação do hino foi um tanto quanto atípica e comovente. Porfírio da Paz em 1935, à época tenente da Força Pública e farmacêutico, acabara de ser informado que perderia sua casa por falta de pagamento e por conta do nervosismo, cantarolava uma canção entoando o nome do clube do qual era apaixonado. Mais tarde e mais calmo, pôs no papel a letra que viria a ser o hino do São Paulo Futebol Clube.

No lançamento do hino em 1942 e contando com diversos segmentos esportivos, Porfírio apresentou o então hino do clube. Mas uma das estrofes em particular, a sétima, causou certas interpretações errôneas. Ela continha a rima «Do Palmeiras também trazes» em referência à A.A. das Palmeiras, clube este que se fundiu ao Paulistano para formar o Tricolor Paulista. Porém o Palestra Itália havia alterado seu nome para Palmeiras o que fez gerar toda uma confusão.
Porfírio então substituiu a palavra "Palmeiras" pela palavra "Floresta", região onde se localizava o São Paulo e muitos outros clubes da época ficando, pois, «Da Floresta também trazes». Por não haver uma ligação estreita com o clube, Porfírio viu-se obrigado a remodelar totalmente a estrofe. Deixando a sétima estrofe do hino da maneira como a conhecemos hoje. O estribilho também fora mudado acrescentando-se o advérbio "já".
Depois de mudado quase que por completo, no dia 29 de abril de 1966, Porfírio pediu licença em uma reunião no Egrégio Conselho Deliberativo para que pudesse cantar o hino definitivo do clube. Aproveitou a ocasião para também doar todos os direitos autorais ao Tricolor do Morumbi.


­Salve o Tricolor Paulista!

Amado clube brasileiro

Tu és forte, tu és grande

Dentre os grandes és o primeiro(2x)
Ó Tricolor!

Clube bem amado

As tuas glórias, vêm do passado
São teus guias brasileiros

Que te amam ternamente

De São Paulo tens o nome

Que ostentas dignamente(2x)
Ó Tricolor!

Clube bem amado

As tuas glórias, vêm do passado
Trazes glórias luminosas

Do Paulistão Imortal

Da Floresta também trazes

Um brilho tradicional(2x)
Ó Tricolor!

Clube bem amado

As tuas glórias, vêm do passado
São Paulo clube querido

Tu tens o nosso amor

Teu nome e as tuas glórias

Tem honra e resplendor(2x)
Ó Tricolor!

Clube bem amado

As tuas glórias, vêm do passado
Tuas cores gloriosas

Despertam um amor febril

Pela terra bandeirantes

Honra e glória do Brasil(2x)
Ó Tricolor!

Clube bem amado

As tuas glórias, vêm do passado


Mascote


Como não poderia deixar de ser, a mascote do São Paulo é o santo que dá nome à cidade e ao clube. Atualmente a figura é utilizada, inclusive, como forma de animar os torcedores durante os jogos no Morumbi.


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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Clube Atlético Paranaense

O Atlético-PR surgiu da fusão de dois populares clubes do Estado, o América Futebol Clube do Paraná e o Internacional Futebol Clube. Tudo começou em 1923, quando o América, após não pagar uma dívida, entrou em litígio com a liga regional e acabou fora do torneio.
O campeão da segunda divisão, o Universal, aproveitou o desentendimento e reivindicou a vaga para jogar, no lugar do América, a primeira divisão. Apesar de Ernesto de Moura Brito, jogador americano, ter quitado a pendência, a confusão já estava formada.
A federação, então, determinou que haveria um jogo entre Universal e América. A partida estava transcorrendo normalmente e o placar era de 3 a 3, quando um pênalti foi marcado contra os americanos.
Após muita discussão, o América decidiu abandonar a partida e foi eliminado da divisão de elite do futebol paranaense. Logo depois do ocorrido, o clube decidiu se unir ao Internacional para tornar-se mais forte e disputar novos títulos.
A nova formação permitiu a estruturação de uma equipe forte, que logo em 1925, no seu segundo ano de existência, conquistou seu primeiro título estadual. Na final do campeonato, derrotou o Savóia e sagrou-se campeão, começando a se firmar como uns dos clubes mais tradicionais do Paraná.
O campeonato de 1940 foi muito disputado. Atlético e o Ferroviário lideraram o certame. O tricolor ferroviário conquistou o 1º turno, enquanto o Atlético Paranaense laureou-se no segundo. Era preciso uma decisão em "melhor de três pontos" para se conhecer o campeão. Em virtude de uma confusão acontecida no último jogo do returno, estava empatado o clássico em 2x2, quando o Ferroviário fez um gol, prontamente anulado pelo árbitro em razão de um impedimento. O antigo Britânia não se conformou e abandonou o campo aos 35 minutos do 2º tempo. O Tribunal de Justiça da Federação Paranaense de Futebol, julgando o caso, deu vitória ao Atlético - 3-2 - pois o Ferroviário se negara a continuar jogando. Este motivo anulou a "melhor de três". O clube ficou 180 dias suspenso e o Atlético Paranaense foi considerado campeão paranaense de 1940.
Em 1943, o Atlético Paranaense trouxe para o elenco o técnico e dois jogadores da Seleção Paraguaia de Futebol. Com a equipe reforçada e com mais qualidade, o rubro-negro voltou a mandar no campeonato. Dois turnos bem disputados. Coritiba campeão do primeiro turno e Atlético do segundo. Novamente, uma "melhor de três pontos" teria que acontecer, o Atlético Paranaense venceu os dois Atletibas por 3-2 e a torcida festejou o título de campeão.
A rivalidade entre o Atlético Paranaense e Coritiba andava em alta. Por duas vezes nos anos 1940 haviam decidido o título. Uma vitória para cada lado.
Em 1945, o campeonato seria decidido no maior clássico do futebol paranaense. O Atlético Paranaense foi campeão do 1º turno de forma invicta. O Coritiba foi o campeão do 2º turno. Seria realizada uma "melhor de três" para decidir o título. Foram partidas para entrarem na história do futebol paranaense. O Coritiba venceu a primeira por 2x1, no Belfort Duarte, atual Couto Pereira. A segunda foi vencida pelo Atlético Paranaense, na Baixada, por 5-4. A terceira partida foi marcada para o Estádio Belfort Duarte. Foi um jogo muito disputado. Terminou empatado no tempo normal - 1-1. O jogo foi para a prorrogação. Aos sete minutos o atacante Xavier, do Atlético Paranaense, fez o gol da vitória. Coritiba 1-2 Atlético Paranaense. A torcida fez uma das maiores festas, com carreatas, fogos de artifício e cânticos até o raiar do sol.
Em 1949, o Atlético Paranaense foi um "Furacão" que passou pelos campos do Paraná. Arrasou todos os adversários com placares acima de quatro gols. As manchetes dos jornais só falavam do "Furacão" rubro-negro que liquidava as equipes adversárias sempre com goleadas, ganhou onze partidas seguidas (recorde quebrado apenas 49 anos depois), e tornando-se campeão paranaense de 1949.
O Atlético-PR continuou com um bom desempenho nos campeonatos estaduais, conquistando no total de 21 títulos. Porém, entre 1950 e 1982 a equipe obteve apenas dois troféus, pouco para um clube acostumado com grandes conquistas.
Um dos grandes motivos para o jejum de títulos foi uma forte crise que atingiu o clube na década de 60. Problemas financeiros e má administração resultaram em uma campanha pífia, condenando o time ao rebaixamento para a segunda divisão estadual.
Mas para a alegria dos atleticanos, o saudoso Jofre Cabral e Silva assumiu a presidência do clube. Ele foi o responsável por reerguer o abatido Atlético.
Jofre deixou um legado importante ao Atlético, uma boa infra-estrutura e a contratação de reforços. Graças a ele Djalma Santos, que se tornou amigo do presidente, veio para o clube em 1970. Após 12 anos de jejum, contando com estrelas como o artilheiro Sucupira, que fez 20 gols, o Rubro-negro foi o grande campeão estadual.

Também conhecido como Furacão, só voltaria a soprar os ventos da vitória em 1982 com uma nova conquista do Estadual. Neste ano, o clube contou com uma das duplas de ataque mais lembradas pelos torcedores, o "casal 20", Assis e Washington.
Outro momento difícil para a agremiação aconteceu em 1993. O clube fez uma campanha para ser esquecida e acabou sendo rebaixado no Campeonato Brasileiro, obtendo somente em 1995 o título e o retorno à primeira divisão.
Com a dupla de atacantes formada por Paulo Rink e Oséas, no ano de reestréia na Primeira Divisão, o Atlético Paranaense ficou em oitavo, iniciando sua ascendente trajetória no cenário nacional. Sinal de tempos melhores para os atleticanos.
Em 1997, o antigo estádio Joaquim Américo foi derrubado para a construção do estádio considerado como um dos mais modernos da América Latina. Em 2004 foi firmada uma parceria com a empresa fabricante de aparelhos celulares japonesa Kyocera, renomeando o estádio para Kyocera Arena. Em 2005, após 10 anos de contenda judicial, o Atlético-PR firmou acordo assumindo definitivamente o direito de uso do terreno vizinho (que é sua propriedade desde os anos 1990).
Em 2001, o Atlético Paranaense vence seu primeiro Campeonato Brasileiro (final contra o São Caetano, onde ganhou por 4-2 e 1-0) e em 2004 foi vice, com o artilheiro Washington marcando um recorde histórico de trinta e quatro gols numa única edição do Campenato Brasileiro. Em 2001, o grande nome dos jogos foi o artilheiro Alex Mineiro.
Recentemente, um episódio inusitado entrou para a história do futebol nacional. Classificado, à final da Libertadores de 2005, o clube não pôde fazer o 1º jogo da decisão em seu estádio, que mesmo sendo considerado como o mais moderno da América Latina, não possui a capacidade mínima de 40 mil lugares exigida pelo regulamento, problema este que será suprido após a finalização da Kyocera Arena. Assim, o Atlético-PR precisou mandar a partida no Estádio Beira-Rio, pertencente ao Inter, onde empatou por 1x1. Na segunda partida, no Estádio do Morumbi, o Atlético-PR não teve forças e sucumbiu ao time do São Paulo, diante de mais de 70 mil torcedores, pelo placar de 4x0, perdendo o título da Copa Libertadores da América.
O Atlético-PR participou de três Taças Libertadores da América, em 2000, 2002 e 2005, sendo o primeiro time paranaense a passar para a fase final da competição.
Na Copa Sul-americana de 2006, o Atlético-PR também fez uma boa campanha, passando pelo Paraná Clube, River Plate e Nacional do Uruguai, chegando à semifinal do torneio, onde foi eliminado pelo Pachuca.
Em 2008, o Atlético-PR quebrou o recorde de vitórias seguidas do "Furacão de 49", ganhou 13 partidas seguidas, porém perdeu a final para o rival Coritiba.
Em 2009, o Atlético-PR conquistou o Campeonato Paranaense, no ano do Centenario do seu maior rival, o Coritiba Foot Ball Club.


Títulos



Campeonato Brasileiro (1): 2001
Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão (1): 1995
Campeonato Estadual Paranaense (21): 1925, 1929, 1930, 1934, 1936, 1940, 1943, 1945, 1949, 1958, 1970, 1982, 1983, 1985, 1988, 1990, 1998, 2000, 2001, 2002 ,2005 e 2009.




Estádio




Estádio Joaquim Américo Guimarães




Seu estádio é Joaquim Américo - Arena da baixada, popularmente conhecida pelos torcedores apenas como "Baixada", "Arena" ou "Caldeirão". O atual estádio é o terceiro a ser construído no mesmo lugar, que é a sede do clube desde sua inauguração em 1924, mas o primeiro estádio é ainda anterior. O "Caldeirão" original é de 1918, levantado em madeira pelo Internacional - um dos times fundadores do Atlético - e cuja fita de inauguração foi cortada por Santos Dumont, o pai da aviação, que alíás tinha carteira de torcedor atleticano.


O antigo estádio, que foi preterido pelo CAP de 1987 e 1993, quando usou o Estádio do Pinheirão, passa por sua última grande reforma em 1994. Foram novas arquibancadas e de área de cadeiras sociais, demolidas junto com o restante três anos depois.




A versão atual do estádio foi inaugurada em 1999, e ainda está em construção não sendo completo, tendo apenas 3 lados, mas é considerada por muitos o estádio mais moderno do país e da América Latina, porém não atende a todas as exigências da FIFA.


O Atlético divulgou o Projeto de Expansão do Arena, visando a Copa de 2014. Além da conclusão do setor de arquibancadas paralelo ao gramado, está prevista a remodelação da cobertura do estádio, melhoramentos quanto aos acessos e ao estacionamento. O projeto prevê que a capacidade da Arena da Baixada passe dos atuais 30.000 torcedores para 41.375. A capacidade é um dos grandes empecilhos para o clube durante competições internacionais.



Inauguração : 6 de junho de 1914 ; reinauguração 20 de junho de 1999.




Primeira partida
Internacional-PR 1 x 7 Flamengo-RJ (1914)


Atlético Paranaense 2x1 Cerro Porteño (1999)




Público recorde
34.514 (5 de maio de 2002)Atlético Paranaense1x2 Cruzeiro






Hino





A camisa rubro-negra


Só se veste por amor
Vamos marchar sempre cantando

O hino do Furacão


E no peito ostentando


A faixa de campeão
Atlético! Atlético!


Conhecemos teu valor


A camisa rubro-negra


Só se veste por amor
O coração atleticano


Estará sempre voltado


Para os feitos do presente


E as glórias do passado
Atlético! Atlético!


Conhecemos teu valor


A camisa rubro-negra


Só se veste por amor
A tradição vigor sem jaça


Nos legou o sangue forte
Atlético! Atlético!
Conhecemos teu valor


Rubro-negro é quem tem raça


E não teme a própria morte
Atlético! Atlético


Conhecemos teu valor


A camisa rubro-negra


Só se veste por amor




Mascote




O Clube Atlético Paranaense tem duas figuras que simbolizam a entidade. A primeira mascote, o “Cartolinha”, simboliza a força e a grandeza da agremiação.
Cartolinha, primeira mascote do Atlético-PR
Porém, em 1949, após ser apelidado de “Furacão”, devido a uma belíssima campanha no Campeonato Estadual, o time ganhou outra mascote.
Furacão, segunda mascote do Atlético-PR




Site


terça-feira, 18 de agosto de 2009

Sport Club Internacional

Um dos clubes mais tradicionais do Brasil, o Sport Club Internacional tem, em sua fundação, uma história curiosa relacionada ao preconceito, prática muito comum no meio esportivo do início do século passado. Em 1908, a família Poppe, que veio de São Paulo para Porto Alegre, com a intenção de se estabelecer na cidade gaúcha, logo conseguiu montar seu próprio negócio e prosperar.
Porém, três jovens desta mesma família, chamados Henrique, José e Luís, queriam passar o tempo, quando não estavam se dedicando ao trabalho, praticando esportes, entre eles, o futebol. Mas os recém-chegados a Porto Alegre esbarraram na exigência dos clubes da época, que não admitiam pessoas de fora de cidade sem que se tivesse referência das mesmas. O próprio Grêmio, ainda sem nem sonhar com a rivalidade atual, não aceitou os forasteiros em seu quadro de associados.
Em meios a tantas recusas, os três rapazes decidiram criar seu próprio clube de futebol, adotando uma filosofia diferente das outras agremiações de Porto Alegre. Todos, sem exceção, poderiam fazer parte do quadro de associados, independente de nacionalidade, classe social, profissão, etc.
Com a idéia desenvolvida, não demorou muito para o clube ser fundado. Já em 1909, no dia 4 de abril, nasceu o Sport Club Internacional. O nome foi eleito por cerca de 40 pessoas, que decidiram homenagear a Internazionale de Milão, da Itália, e o time homônimo, da cidade São Paulo. O “Time do Povo”, isento de uma política preconceituosa, começava a dar seus primeiros passos rumo à glória.
Como em todo início de trajetória, o Colorado enfrentou dificuldades. O primeiro título só veio em 1913, quando o Inter venceu, de forma invicta, o torneio da Cidade de Porto Alegre, também conhecido como Campeonato Metropolitano. Feito repetido em 1914, chegando ao bicampeonato mais antigo de sua história.
Porém, mesmo com as conquistas começando a aparecer, o Inter ainda não estava completamente satisfeito. Faltava uma vitória contra o já rival Grêmio, que disputava o posto de principal time do Rio Grande do Sul com o Internacional. Mas para o tão esperado momento, os colorados tiveram que aguardar até 1915, quando de goleada (4 a 1) o time do Beira-Rio venceu seu primeiro Gre-Nal. Parecendo ter gostado da experiência, em 1916 o Inter impõe nova goleada sobre o Tricolor Gaúcho, com o dilatado placar de 6 a 1, sendo todos os seis gols da equipe marcados por um único jogador, que atendia pelo nome de Vares.
Títulos metropolitanos e goleadas nos Gren-Nais. Com o sucesso batendo à porta do clube, novas conquistas passaram a ser almejadas. Foi assim que, em 1927, o Internacional chegou à sua primeira vitória do Campeonato Estadual do Rio Grande do Sul. Em uma final emocionante contra o Grêmio de Bagé, o Colorado, liderado pelo capitão Barros, venceu por 3 a 1 e levantou a taça. Seu segundo título regional veio em 1937, três anos antes de iniciar a década marcada pelo “Rolo Compressor”.
Em 1940, o Inter montou uma grande equipe formada, inicialmente, pelos seguintes jogadores: Marcelo, Álvaro e Risada; Alfeu, Magno e Assis; Tesourinha, Russinho, Carlitos, Rui e Castilhos. Esta grande época do clube (1940-48), que venceu oito estaduais, de nove disputados, ficou com a boa imagem de papa-títulos, sendo apelidado de “Rolo Compressor”, que já que não via obstáculos e não se cansava de acumular conquistas.
Mesmo com a reformulação do elenco, no fim da década de 40, os títulos estudais continuaram a ser rotina, mas não com tanta intensidade como nos anos anteriores. Nos anos 50 e 60, o Inter disputou 20 campeonatos estaduais, conquistando o título apenas em oito oportunidades.
A década de 70 veio para lavar a alma dos torcedores colorados. Além de mais oito conquistas estaduais, sendo sete de forma seguida (1970-1976) o alvirubro gaúcho chegou ao seu primeiro título nacional, em 1975. Com um gol do ídolo Figueroa, o Inter bateu o cruzeiro por 1 a 0 e ficou com a taça do Campeonato Brasileiro daquele ano. E para aumentar ainda mais a euforia dos seguidores do clube, no ano seguinte, 1976, o time do Beira-Rio conquistou o bicampeonato brasileiro, derrotando, na final, o Corinthians por 2 a 0.
E para fechar a com chave de ouro a década, em 1979, o tricampeonato brasileiro se tornou realidade. Comum dos melhores elencos que o clube já teve, o Inter venceu, de forma invicta, o Campeonato Brasileiro de 1979. O time que derrotou o Vasco, na final, por 2 a 1, entrou em campo com a seguinte formação: Benítez; João Carlos, Mauro Pastor, Mauro Galvão, Cláudio Mineiro; Batista, Falcão, Jair;Valdomiro, Bira e Mário Sérgio. Um verdadeiro time dos sonhos!
Passada a euforia das três conquistas nacionais, o Internacional atravessou toda a década de 80 sem um título de grande expressão. Os quatro títulos estaduais comemorados na época, não eram suficientes para agradar uma torcida acostumada com glórias de maior relevância.
Foi somente em 1992, que os colorados puderam novamente ver sua equipe levantando uma taça diferente que a do Estadual do Rio Grande do Sul. Em duas partidas finais emocionantes, o Inter derrotou o Fluminense na Copa do Brasil daquele ano e ficou com o título. O primeiro confronto, realizado no Maracanã, foi vencido pelos tricolores (2 a 1). No jogo de volta, valendo-se da vantagem de ter marcado um gol fora de casa, o Colorado venceu por 1 a 0 e ficou com o caneco.
Já no século 21, após novo jejum de conquistas fora de seu Estado, o Inter começou uma nova trajetória vencedora, que entrou para a história do clube. Em 2005, após ser vice-campeão brasileiro, o Colorado ganhou o direito de disputar a Libertadores da América de 2006. Oportunidade esta muito bem aproveitada pelo time do Beira-Rio.
Em uma excelente campanha, quando perdeu apenas uma partida de 14 disputadas, o Sport Club Internacional levou o título em cima do também brasileiro São Paulo. Na primeira partida da final, o Inter derrotou o time do Morumbi fora de casa, por 2 a 1, com dois gols de Rafael Sobis. No jogo de volta, disputado no Beira-Rio, o time gaúcho conseguiu um empate de 2 a 2, resultado suficiente para decretar o título do Colorado.
No mês dezembro do mesmo ano, o Inter foi até o Japão para competir no Mundial Interclubes organizado pela Fifa. Após despachar o Al-Ahly, do Egito, na semifinal (2 a 1), os colorados enfrentaram, na partida final,o todo poderoso Barcelona de Ronaldinho Gaúcho. Com um gol de Adriano Gabiru (36’ do 2° Tempo), o Internacional venceu por 1 a 0 e conquistou o título de maior importância de toda a sua história.
Já em 2007 o time do Beira-Rio venceu a Recopa Sul-Americana, derrotando o Pachuca, do México. No primeiro jogo, atuando como visitante, o Inter foi derrotado por 2 a 1.
Mas no jogo de volta, disputado em Porto Alegre, o Colorado goleou o time mexicano por 4 a 0, com gols de Alex, Pinga, Alexandre Pato e Mosquera (contra). Privilégio para poucos, o Sport Club Internacional conquistou a tão cobiçada Tríplice Coroa: Libertadores 2006, Mundial Interclubes 2006 e Recopa 2007.
E o que já estava bom ficou ficou ainda melhor. Em 2008, o Inter conquistou o título da Copa Sul-Americana ao superar o Estudiantes de La Plata (ARG) com um empate na prorrogação.
Com mais esse título, o Inter possui agora todos os títulos oficiais possíveis, incluindo, além das competições nacionais - campeonatos Gaúcho, Brasileiro e Copa do Brasil - uma Libertadores da América, uma Recopa e um Mundial.

No começo do ano de 2008, o Internacional participou da Copa Dubai, nos Emirados Árabes. Em sua partida de estréia, o clube venceu o Stuttgart, da Alemanha, por 1-0 (gol de Alex) e classificou-se para as finais da competição. Na decisão, o Colorado derrotou a forte equipe italiana da Internazionale de Milão por 2 a 1 (gols de Fernandão e Nilmar) e conquistou o título.
No mesmo ano, o clube foi campeão do Campeonato Gaúcho, após dois anos sem conquistar a competição. Na primeira partida da decisão, o Colorado foi derrotado pelo Juventude por 1-0, em Caxias do Sul. Na partida decisiva, no Beira-Rio, um placar histórico: 8 a 1 para o Internacional, com três gols de Fernandão e os demais assinalados por Danny Morais, Alex, Nilmar, Índio e até mesmo pelo goleiro Clemer (de pênalti, no final do jogo). A vitória rendeu ao clube o 38° título e consolidou o Internacional como o maior vencedor da história do Campeonato Gaúcho.
No fim do ano, o Inter ainda obteve um título inédito para o futebol nacional: a Copa Sul-Americana de 2008, da qual fora campeão invicto, com 5 vitórias e 5 empates. Foi o quarto título internacional oficial do clube: Libertadores, Mundial, Recopa e agora, Sul-Americana, este último nenhum clube brasileiro havia conquistado. Com isto, o Internacional tornou-se, ao lado do Boca Juniors, da Argentina, um dos dois clubes a possuir todos os títulos oficiais que um clube da América do Sul pode almejar.
Ainda em 2008, o clube lançou uma campanha visando de cem mil associados até a data seu centenário do Clube, em abril de 2009.

2009 - Centenário
O Internacional iniciou o ano de seu Centenário conquistando o Campeonato Gaúcho de forma invicta, vencendo o turno (Taça Fernando Carvalho) e o returno (Taça Fábio Koff), sem a necessidade de disputar a final. Porém, perdeu dois títulos na seqüência: a Copa do Brasil, onde chegou à final e perdeu para o Corinthians, e a Recopa Sul-Americana, onde classificara-se automaticamente à final ao vencer a Copa Sul-Americana, mas acabou perdendo o título para a LDU de Quito.
Em julho de 2009, o clube aingiu a meta dos 100 mil sócios, tornando-se o sexto entre os clubes com maior número de associados no mundo.
Em 5 de agosto de 2009, o Internacional conquistou a Copa Suruga Bank, disputada no Japão. A decisão foi contra o clube japonês Oita Trinita e o colorado venceu por 2 a 1, com gols de Alecsandro e Andrezinho.


Títulos


Campeonato Brasileiro): (3) 1975, 1976 e 1979.

Copa do Brasil: (1) 1992.

Campeonato Gaúcho: (39)
1927, 1934, 1940, 1941, 1942, 1943, 1944, 1945, 1947, 1948, 1950, 1951, 1952, 1953, 1955, 1961, 1969, 1970, 1971, 1972, 1973, 1974, 1975, 1976, 1978, 1981, 1982, 1983, 1984, 1991, 1992, 1994, 1997, 2002, 2003, 2004, 2005, 2008 e 2009.

Campeonato da cidade de Porto Alegre: (24) 1913, 1914, 1915, 1916, 1917, 1920, 1922, 1927, 1934, 1936, 1940, 1941, 1942, 1943, 1944, 1945, 1947, 1948, 1950, 1951, 1952, 1953, 1955 e 1972.

Taça Libertadores da América: (1)2006.

Mundial Interclubes FIFA: (1) 2006.

Recopa Sul-Americana: (1) 2007.

Copa Sul-Americana: (1) 2008.


Hino


Glória do desporto nacional

Oh, Internacional

Que eu vivo a exaltar

Levas a plagas distantes

Feitos relevantes

Vives a brilhar

Correm os anos surge o amanhã

Radioso de luz, varonil

Segue a tua senda de vitórias

Colorado das glórias

Orgulho do Brasil


É teu passado alvi-rubro

Motivo de festas em nossos corações

O teu presente diz tudo

Trazendo à torcida alegres emoções

Colorado de ases celeiro

Teus astros cintilam num céu sempre azul

Vibra o Brasil inteiro

Com o clube do povo do Rio Grande do Sul


Estádio


A construção do Gigante da Beira-Rio, projeto do ilustre vereador colorado Ephraim Pinheiro Cabral, iniciou-se no dia 12 de setembro de 1956, quando foi doado o terreno onde seria construído o estádio. Na verdade, o terreno consistia de uma pequena porção das águas do Guaíba, pois o aterro só teve início em 1958. As primeiras estacas foram colocadas somente no ano de 1959.
Em 1965, as obras chegaram a parar e só continuaram com a ajuda do Banco da Província do Rio Grande do Sul. Em princípio, as obras foram lideradas pelo português José Pinheiro Borda, torcedor fanático do Internacional. Borda faleceu em 1966 e não pode ver o seu sonho se concretizar.
Era uma época difícil para todos os colorados. O Inter perdeu muitas partidas nesse período, pois todo o dinheiro arrecadado era destinado à construção do estádio, sobrando muito pouco para investir nos jogadores. Entretanto, a torcida colorada colaborou com doações de material de construção para o término do estádio.
Após anos de espera, o Estádio Gigante da Beira-Rio (oficialmente Estádio José Pinheiro Borda, em homenagem ao imigrante português que ajudou a construí-lo) era finalmente inaugurado no dia 6 de abril de 1969. Exatamente 60 anos e dois dias após a fundação do clube.
Na partida inaugural do Estádio Beira-Rio, o Internacional enfrentava o poderoso time do Benfica, campeão português e europeu. O Inter bateu o time português por 2 a 1, sendo que o primeiro gol da história do estádio foi marcado por Claudiomiro. Os demais gols da partida foram marcados pelo colorado Gilson Porto, descontando o lendário Eusébio para o Benfica.
Além de ser o maior estádio do Sul do país e o oitavo nacionalmente, se encontra entre os 100 maiores estádios do mundo. Também é o terceiro maior estádio particular do Brasil, ficando atrás apenas do Estádio do Morumbi, do São Paulo e o Estádio Arruda, do Santa Cruz.


Capacidade 58.306 torcedores
Recorde de Público 106.554 (Seleção Gaúcha 3 x 3 Seleção Brasileira - 17 de Junho de 1972)


O primeiro jogo sediado no Beira-Rio foi um amistoso do Internacional contra o Benfica de Portugal, de astros como Eusébio e Torres. O primeiro gol do estádio foi marcado por Claudiomiro. Eusébio empatou a partida,mas O jogo terminou 2x1 para o Internacional no dia 6 de abril de 1969, com o segundo gol sendo marcado pelo jogador colorado Gilson Porto.


Mascote


Também conhecido como “Time do Povo“, na década de 50 foi criado, para representar o clube, por dois jornais de Porto Alegre, uma personagem negrinho, cheio de ginga e malandragem. Posteriormente, o cartunista Ziraldo, inspirado na imagem anterior, desenhou para o Internacional um Saci, figura clássica do folclore brasileiro, que acabou sendo adotado pelo clube como sua mascote oficial.